À penumbra,Quando não estou com você, a melhor parte é o sono:
Sonhos permitem companhia da vida que, hoje, faz-me falta.
Imagem: capturada de http://curtas.blogs.sapo.pt/arquivo/lights_out2.jpg
Desde que conheci o Pensamento Complexo, apresentado por orientação da Professora Dra. Sônia Cândido (in memorian), na minha graduação em Comunicação Social, jamais pude ver a vida e as coisas de maneira indissociável ou unidiciplinar. O que parecia apenas uma teoria científica, a qual beira ao abstracionismo, logo deu melhor sentido a todas as pós-percepções e interpretações sobre este mundão. Ó, complexidade divina, entrelaçando correntes a fim de me fazer tão mútuo e compartilhado: multicoisas!
Hoje deu saudade da terra natal. Fim de semana um pouco tenso por conta do concurso em São José dos Campos (fui lá ontem e retornei no mesmo dia): um calor tremento estava. Domingo quente também em Campinas.
Neste lar de graça e revitalização, eu me encontrei com meses passados, através da janela onde eu ia e olhava o norte. Ali, foram-se muitas lágrimas e vinha agonia; o ar da rua que entrava para eu respirar um pouco de fora: sentir que estava vivo, coração batendo. Eu via o sol nascer para todos, mas ele não era meu, só não era meu. Agora, o quanto de mim está mais ao sul? Ao norte, apenas a paisagem que não vejo há um bom tempo. Há pedacinhos de mim em cada ponto cardeal.
Tão difícil acostumar-se com o fim do carnaval. Canção que não entoa, gera silêncio. Sombrinha colorida abandonada ao chão, sinalizando o adeus do passista. Armas de defesa largadas, enfim. A música ligeira que não deixou rastros de velocidade; simplesmente parou num tempo que por dias retardou minhas manhãs momescas, de alegria e morfina.