16 de maio de 2018

Alcunha para um bandido à espreita

Ladrões! Ladrões! Ladrões! Por todas as partes, em qualquer lugar do mundo. É preciso redobrar a atenção, é preciso ter noção e firmeza nas suas palavras. Não reagir, porque, a um passo, são assassinos, pois que estão doentes. Infiltram-se nos escritórios, nas escolas, no Congresso e, sem perceber, sob o olhar doce da dissimulação, lá está o ladrão na sua vida. Roubam projetos, sonhos, dinheiro, paz, fazem pirâmides, fazem qualquer geometria analítica porque tem dimensão de sobra para enganar até satisfazerem suas necessidades. É preciso estar atento, sim; é preciso não se deixar atentar. As tentações são muitos, jogam de todo o jogo da sorte e do azar, usam palavras cheias de emoção, quiçá com um sorriso de felicidade forçada ou um choro de quem pede pena porque precisa da sua, mas não é mais que um ladrão, e se for, adoece e contamina.
Há aqueles que roubam merenda das escolas; outros saciam suas fomes de mentir em busca do que, até pouco que se tenham, impiedosos, tira-o com a mão leve que afaga, quando se há duas, para a segunda, num movimento de distração, retiram a paz, o dinheiro ou a vida.
Há ladrões de ideias, jamais confie nas promessas; nunca se deixe iludir por uma colaboração, pois normalmente eles já têm comparsas. A não ser que sua vocação também esteja para o trabalho sem brilho, com apenas um querer egoísta de se dar bem e passa a perna numa rasteira de qualidade duvidosa. São treinados ao custo de suas vidas dedicadas às sombra e frieza de atos a querer a vantagem sobre todas as coisas. O País está cheio deles; o Planeta é povoado por gente assim. Já levaram ouros, pedras preciosas, mulheres inocentes, homens igualmente ingênuos, dizimaram tribos... A cada época, possuem uma alcunha relativa: ratos, sea dogs, ministros, mestres, até.
À esquina da rua, eu vi um amontoado de gente desfavorecida, repercussão do roubo; a taxa de desemprego nada mais é que o resultado do mesmo caminho terrível de suas práticas. Conheço vários tipinhos, Aparecem na televisão, estampados em outdoors, mesmo ainda o que entram em seu coração com a querência do sossego dele mesmo, mas bagunça cada átrio levantado com uma arma infalível no percurso da História: o discurso. A fala pode ser calma, os olhos podem brilhar como quem se solidariza, mas, não se engane, não... É tudo ladrão, é como um arte equivocada, mas existente. Acima de qualquer suspeita, guarde seus nomes para que não se vingue, mas que se proteja, porque até, essa cega porque já lhe levaram os olhos - que tristeza! - está também infectada com o mesmo mal... Pobre Justiça. Dê-lhe uma alcunha, porque numa lista, isso aprendi com eles, estão todos escondendo seus rostos, seus nomes, mas apelidados de alguma referência. Refira-se a ele, sobretudo, como ladrão, nada além disso, só mudam de tempo em tempo, o nome. Fixe-se nas alcunhas. Esteja à espreita da sua correção.

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