20 de outubro de 2018

Caminho

No álcool da noite, o efeito-sabote
E o café da manhã com gosto forte:
Eu quero mais um dia!
Eu quero a noite toda minha e só.

Se eu dormir durante a tarde
E o gás vazante da parede sufocar;
Asfixia para acordar aos últimos raios de sol.
A noite novamente sem propósito,
Sem amigos, sem sorte, sem querer...

Alô! - Quem está do outro lado?
Quem queira eu ainda que esteja.
Se não quiser, um silêncio pontual.
Eterno, talvez, caso queiramos:
Eu e o tempo, senhor tão bonito.

Fração de vida, 
Frações que perdi a conta.
Fortuna de quem perdeu aqui
E ganhou, ali, mais uns minutos
Em contas perdidas de novo.

Foi um pé direito à frente,
Mas atrás estava o outro
Segurando e equilibrando o destino
E foi mais um passo,
Mais um, mais um, mais outro...

Eu vou andar; por que não andaria?
Se à tarde sob leve sol das cinco horas
Eu quiser parar para descansar...
Logo às seis, continuo mais um e mais outro
Passo para entrar à noite e passar
Mais um dia caminhando.

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