12 de maio de 2009

Uma Estrada Para O Novo Horizonte


Em recente perspectiva, surgiste da coincidência
Entre olhares que atravessam a barreira da rotina;
Fulminante, coagiste minha súplice penitência,
Cambiando minha fé ao que agora desatina.

Se uma lacuna absurda à minh’alma perfura,
Feito metralha projetada em minha direção, em luta;
Seria mais uma lástima enganar-me d’outra figura,
Seria perfídia, senão, ocultar o que me transmuta.

Não tomaria eu providência de engajar-me em terapia
Se uma consequência persuasiva permanecesse ainda;
Tomaria eu seis gotas de veneno nesse dia,
Deitar-me-ia a observar quando a razão se finda.

Padecente em divinos braços, suportaria eu a loucura
De contrariar a tradição que vez ou outra ruma
Ao passo, à beira da metamórfica cura
Neurótica, dramática, assim resumida, em suma.

Medicar-me-ia então da companhia fecunda
Da ciência ressurgente das moléculas de esperança
Em drenar a face que tanto o pranto inunda,
Em elevar a alma onde ninguém alcança.

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